Você sabe quais são as doenças ocupacionais mais comuns? Citaremos quais são elas e a forma de evitá-las. Saiba mais!

Os riscos que os trabalhadores correm ao exercer suas funções diariamente podem levar ao afastamento temporário ou definitivo do trabalho. Este é o efeito das Doenças Ocupacionais. Elas podem surgir devido a movimentos repetitivos, levantamento de peso, exposição a agentes tóxicos e até mesmo por má postura.

Segundo o Instituto de Seguridade Social (INSS), em 2017, um total de 196.754 brasileiros precisou se afastar de suas funções. O número está ligado apenas aos casos nos quais o afastamento é relacionado a problemas de saúde gerados pelo trabalho. Geralmente, as doenças laborais surgem depois de alguns anos exercendo uma função. O problema é que, neste grau da manifestação, o tratamento se torna mais difícil e é incomum que ocorra o retorno ao serviço.

Sobretudo porque a retomada do trabalho pode causar o agravamento do quadro. Acontece, no entanto, que a maioria destas doenças poderia ser evitada através de medidas preventivas simples. A primeira ação para evitar estes problemas é conhecer as principais doenças laborais. Neste artigo, citamos quais são elas e a forma de evitá-las. Confira!

Quais são as Doenças Ocupacionais mais comuns?

Ler/Dort – Lesões por esforços repetitivo/Distúrbios Osteo musculares Relacionados ao Trabalho (tendinites, tenossinovites e lesões de ombro).

Principais causas: 
– movimentos repetitivos
– posturas inadequadas
– pressão psicológica

Prevenção: 
– adequação do mobiliário, redução da necessidade do número de repetições; pausas e exercícios preparatórios e compensatórios.
– definição de metas adequadas; boas relações interpessoais, clareza sobre o que é esperado de cada profissional.
– programas de incentivo à prática regular de atividades físicas e ingestão frequente de líquidos.

Dorsalgias (hérnias de disco, “problemas de coluna”)

Principais causas:
– movimentos repetitivos e força com uso do tronco
– levantamento e transportes de pesos
– posturas inadequadas
– Obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém muito significativos)

Prevenção:
– adequação do mobiliário e equipamentos, fracionamento das cargas e do número de repetições (redução da velocidade de execução das tarefas).
– pausas e exercícios preparatórios e compensatórios.
– programas de incentivo à educação alimentar e à prática regular de atividades físicas.

Transtornos mentais (depressão/ansiedade/stress pós-traumático)

Principais causas:
– alta demanda, imprecisão quanto às expectativas
– metas inalcançáveis
– trabalho extremamente monótono
– percepção de trabalho “sem importância”
– violência no trabalho
– situações momentâneas e súbitas de alto nível de estresse
– testemunha constante de sofrimento humano de terceiros (profissionais de saúde, assistentes sociais)

Prevenção:
– definição de metas adequadas; boas relações interpessoais; melhora da comunicação, reconhecimento do valor do trabalho realizado.
– programas de prevenção da violência nas atividades com risco elevado de assaltos/envolvimento ou repressão de atos violentos.
– programa de apoio e acompanhamento de profissionais vítimas de violência no trabalho ou submetidos a situações de estresse agudo de alta intensidade.
– e de profissionais que lidam constantemente com o sofrimento humano de terceiros.

Transtornos das articulações

Principais causas:
– posturas inadequadas
– movimentos repetitivos associados a cargas (membros inferiores)
– obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém muito significativos)

Prevenção:
– adequação do mobiliário, redução da necessidade de uso da força e do número de repetições; pausas e exercícios preparatórios e compensatórios.
– definição de metas adequadas; boas relações interpessoais, clareza sobre o que é esperado de cada um.
– programas de incentivo à prática regular de atividades físicas e ingestão frequente de líquidos.

Varizes nos membros inferiores

Principais causas:
– trabalho em pé ou sentado com pouca movimentação
– obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente ocupacionais, porém muito significativos)

Prevenção:
– análise ergonômica das tarefas para adequação do mobiliário e equipamentos, permitindo a alternância de posturas e mobilidade no posto de trabalho; exercícios preparatórios e compensatórios.
– programas de incentivo à educação alimentar e à prática regular de atividades físicas de intensidade moderada.

Transtornos auditivos (principalmente perda auditiva)

Principais causas:
– exposição a ruídos
– trabalho com produtos químicos, principalmente solventes (tinner, tolueno, xileno e similares)

Prevenção:
– proteção coletiva com isolamento das fontes de ruído (medida mais importante).
– uso de protetor auditivo (medida complementar – não deve ser a única proteção).
– ventilação exaustora e/ou isolamento dos processos com uso de solventes.
– uso de máscaras de proteção: protetores respiratórios específicas para produtos químicos (medida complementar: não deve ser a única proteção).

(Fonte: Ministério do Trabalho)

O que fazer para evitá-las?

Para cada um dos exemplos citados encontraremos medidas adequadas de prevenção. No caso das LER, por exemplo, equipamentos ergonômicos são indispensáveis. Além disto, é importante aplicar pausas à rotina de trabalho, assim como investir em práticas de ginástica laboral. O objetivo é fortalecer as articulações e músculos afetados pelo trabalho.

Para evitar a dorsalgia, somamos a estas medidas, o fracionamento de cargas e a diminuição do número de repetições. No caso das DORTs, a prevenção é similar, e também deve incluir orientações de boas práticas, a fim de aumentar a segurança dos colaboradores. Para a visão, deve ser aplicado um programa de vigilância da saúde do trabalhador.

Outra medida indispensável é a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como óculos. As medidas são iguais para evitar os quadros de surdez. A diferença, neste caso, é que também deve haver investimento na proteção coletiva, isolando as fontes de ruído. Por fim, as Doenças Ocupacionais de caráter psicossocial demandam valorização do elemento humano.

Seja no quesito de reconhecimento do trabalhador ou no esforço em proporcionar condições próprias de trabalho. Ademais, as empresas devem manter avaliação e controle de risco permanente para as doenças psicossociais.

Estes são os quadros mais comuns de doença ocupacional e as medidas para evitá-los. Para implantar estas ações a tecnologia de SST pode ser de grande ajuda.

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